sábado, 15 de janeiro de 2011

RESENHA QUEST 64



Aproveitando algumas dicas e sugestões que recebi recentemente a respeito do meu blog, decidi dar um tempo com as “X coisas do tema fantasia que já vi/li/ouvi etc.” Afinal de contas esses posts têm ficado demasiadamente longos e cansativos, além de metralhar o leitor com muita informação.

De qualquer forma, pretendo continuar sim com elas, mas com um longo intervalo de tempo entre cada postagem.

E já que a partir de hoje eu pretendo renovar, nada melhor do que falar sobre o ultimo jogo que finalizei.

Mas como esse post fala sobre um jogo, resolvi elaborar uma forma mais didática de avaliação, tanto para me ajudar, como também para ajudar aqueles que forem ler. Então a minha forma de avaliação de games ficou mais ou menos assim:

HISTÓRIA:

Aqui avalio a história propriamente dita, enredo, trama e as “sacadas” dos roteiristas no momento de desenvolver o jogo.

Muitas vezes, o que salva o jogo é justamente a história. Mais nada...

GRÁFICO:

A parte mais simples de ser averiguada, lógico que eu preciso ser um pouco piedosa com a capacidade da plataforma, é complicado comparar jogos de 32bits como os do SNES com jogos de 256bits do XBOX360, é injusto.

Mas mesmo assim essa é uma parte fundamental, apesar de alguns jogos modernos trabalharem mais conceitos abstratos do que qualquer outra coisa (que o diga muitos jogos do WII) pra muita gente gráfico é sinônimo de jogo bom, e em grande parte, eu concordo com elas.

JOGABILIDADE:

Não existe nada pior do que jogar um jogo em que você mal consegue fazer aquilo que deseja, não por falta de coordenação motora, mas porque a jogabilidade é ruim mesmo!

Esse é outro fator que conta muito no momento de decidir se o game compensa a sua perda de tempo ou não.

FATOR REPLAY:

Acho esse tópico um tanto quanto polêmico na maioria das vezes, replay vai muito da opinião de cada um, mas é como eu digo, neste blog eu posto aquilo que eu acho, a minha opinião, as pessoas podem ou não concordar comigo.

E em termos de fator replay, podemos subdividi-lo em dois fatores ainda:

1º) A vontade de continuar jogando após ter jogado a primeira vez.
2º) A vontade de jogar novamente após ter zerado o game.

Pra mim esses são fatores completamente diferentes.

De qualquer forma, eu pessoalmente notei que a qualidade e profundidade da história normalmente são inversamente proporcionais ao fator replay, no sentido de que uma vez feito final, não costumo sentir vontade de joga-lo novamente.

TRILHA SONORA:

Normalmente esse é um item que eu não foco tanto assim nos games, eu o coloquei aqui mais por desencargo de consciência. Convenhamos que certos jogos possui uma trilha sonora maravilhosa, é muito chato jogar qualquer coisa no mudo. Mas, nesse quesito eu pretendo não só focar naquela bonita musica de fundo ambiente, mas também nos demais efeitos sonoros.

DIVERÇÃO:

E finalmente o mais importante de todos, a diversão.

O jogo pode ter uma história fraca, gráficos toscos, você pode até não querer joga-lo sempre, mas as poucas vezes que o faz, o faz com muito prazer pois o jogo é divertido!

[...]

De qualquer forma, comentarei item por item em cada post/comentário, e depois darei uma nota final numa escala de 0 a 10.

[...]



QUEST 64

Temos aqui um dos pouquíssimos jogos do gênero RPG a ser lançado para o console Nintendo 64. E eu não sei quanto a vocês, mas eu particularmente acho que Zelda, ocarina of time, foi tão fenomenal que pra compensar o excesso de qualidade lançaram só jogo tosco nesse estilo logo em sequência. E infelizmente Quest não foge a regra.



HISTÓRIA:

Fraca, muito fraca, isso porque estou sendo piedosa.

Você não a usa para absolutamente nada durante o jogo, é só seguir o mapa sempre em frente que da tudo certo.

Conversar com as pessoas? ‘Pra que? Se você é do tipo perfeccionista e faz questão disso, legal, mas já vou logo avisando, bobagem, não perca seu tempo.

Trama? Nenhuma. Enredo? O que é isso?

É a boa e velha clássica história do escolhido herói que vai salvar o mundo, e ponto final.



GRÁFICO:

Horroroso!

...
..
.

Brincadeira, mas é feio.
Eu sei que n64 é um console simplório perto dos de hoje, mas na sua época não perdia em nada para o Playstation (ok, admito, sou nintendista mesmo).

Mas mesmo assim, o gráfico aqui é ruim demais, cenário mal feito, cheio de serrilhado, pouca ou quase nenhuma textura. O jogo é em si muito simples.

Outra coisa que me incomodou muito foi o concept art, figurinos fracos, personagens exageramente simples. Ruim pra variar.



JOGABILIDADE:

Ah, como eu gostaria de falar bem do jogo em alguma coisa. Mas ta difícil.

Sistema de batalha estranho, um tanto quanto alternativo, não é daqueles de se encher a barrinha para poder usar as opções de combate, mas também não é daqueles em “tempo real”. Não vou perder meu tempo tentando explicá-lo, é ruim mesmo.

Outro problema, o jogo é em 3D e não há bom controle da direção da câmera, seja automático ou manual, mais um ponto negativo.

O console Nintendo 64 possui um controle (manete, joystick, como quiserem chamar) cheio de botões e todo multifuncional. O game não aproveita nada disso.

E não posso me esquecer do sistema de evolução, fraco, como tudo no jogo. E pra variar também não vou explicar, é ruim...



FATOR REPLAY:

Acabei de finalizar e já estou deletando do computador. Não vou jogar novamente.

Porém, uma vez começando a joga-lo, ainda há uma vontade de continuar até terminar, o jogo apesar de fraquinho não é do tipo que só de lembrar já da desgosto.

Pelo menos nesse quesito ele consegue se safar, da pra você se entreter até arrumar algo melhor pra fazer.



TRILHA SONORA:

Simples, e chata. Esse é o típico jogo que pra ficar mais tolerável compensa colocar o volume da TV no mínimo e ligar o aparelho de som para escutar alguma musica enquanto joga. Os efeitos são simples, mas fazem sentido, quer dizer, eles te convencem.



DIVERSÃO:

Um bom motivo eu tinha que ter pra jogar esse negócio até o fim, não?

E eis um deles, o jogo até que é divertido, como disse no tópico anterior, uma vez começando, você sente sim vontade de ir até o final.

Já o outro motivo, é o fato de que eu normalmente gosto de terminar o que começo, principalmente quando percebo que é facilmente possível. Além do mais, é bom que eu tenho uma resenha do jogo pra fazer.



[...]

É isso ai gente, numa escala de 0 a 10 a nota do jogo é 4, não passa de ano, mas quem sabe com um pouco de esforço no bimestre seguinte ele consegue nota.

Só pra finalizar eis aqui algumas dicas para se dar bem nesse jogo.

1º) Não tenha medo de morrer, se perceber que não vai durar uma próxima luta, siga em frente mesmo assim, quando seu personagem cair, ele acordará automaticamente na ultima cidade em que ele “dormiu”. A partir daí faça os caminhos de novo, não tem problema.

2º) Seja pão duro com seu inventário, não existem lojas nesse game, não há cash (uma das muitas coisas bizarras nele), ou seja, nada de repor seu estoque quando der na telha. Você precisa saber se virar só com o que você ganha matando monstros (coisa raríssima) e abrindo baús.

3º) Não tenha preguiça de explorar cada cantinho minucioso do mapa, existem umas fumacinhas espalhadas pelo cenário que fornecem um UP na sua magia. Quanto mais você tiver, melhor.

E por fim é só gente, espero que tenham gostado do post de hoje.

Aqueles que quiserem se aventurar nesse jogo fiquem a vontade, apesar de ser fraco, ele é muito curto, é possível finalizá-lo rapidamente, então nem é tanta perda de tempo assim.

Até outro dia.

12 comentários:

  1. nossa, agora fiquei com duvida entre zerar esse ou Alex kid, eauhUEauhaeuhea

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  2. idiota!!! é o autor dessa resenha.... na época que esse jogo foi lançado, o grafico era excelente, claro! nao se compara com os consoles de hoje em dia, tem grafico bom, musicas boas, e historia boa, porem mal contada.... a jogabilidade é boa sim, e deveria, na minha opnião, que os atuais jogos de RPG que sao baseados em turnos, deveriam ter adotado o estilo de batalha de Quest 64, baseado em turnos sem frescura alguma de transição de tela... pra época, era um grande game, pois usava 100% a potencia do Nintendo 64, voce autor dessa resenha idiota deve ter feito a mesma comparando o jogo com atuais jogos de consoles atuais.... oq seria BURRICE!!!
    essa foi opnião de um gamer que cresceu jogando em consoles como megadrive, dreamcast, supernintendo, Nintendo 64 (Melhor na minha opnião), playstation, PS2 e hoje atualemnte um jogador de PC e PS3...

    antes de publicar merda, tenha em mente que se deve pesquisar bem, no momento de criticar, entender bem o jogo e fazer comparações compativeis com outros jogos do genero e época de lançamento..

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    1. Então... na verdade, eu tenho um n64 ate hj muito bem cuidado, e eu comparei esse jogo a outros da época como Zelda: Ocarina of Time e Final Fantasy 7,8,9 do Play Station (na época o primeiro)

      Ele é fraquinho sim, bem fraquinho. Mas é questão de gosto não é mesmo? Sou suspeita pra falar porque sou muito apaixonada pela série Zelda, tem seus defeitos e seus problemas, mas revolucionou os games em sua época. E FF... bem, se não fosse bom não tinha tantos lançados até hoje também.

      E calma lá... não saia por ai julgando a resenha partindo do pressuposto que eu não sei nada, calma. Ok não sei muita coisa mesmo, mas tenho uma experiência boa nos consoles que marcaram a minha infância, como disse, eu AINDA tenho o meu n64 e eu ainda jogo ele!

      Ou seja, antes de comendar, procure se informar tb... veja as outras resenhas de jogos que eu fiz aqui no blog, só tem jogo antigo, apenas o Skyrim entra nas "modernidades"

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  3. A trilha sonora pode não ser das melhores, mas a música tema da cidade de Normoon está definitivamente no meu top 10 de melhores músicas de RPG de todos os tempos.

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  4. Eu tambem joguei no PC no emulador e gostei demais tanto que virei duas vezes uma em 2004 e outra em 2007 eu sou velho tenho 22 kkkk mas tenho 17 anos em experiencia em jogos e joguei muitos tops mas achei quest especial sim nào o melhor mas eu dou nota 8 esse jogo é incrivel foi o unico jogo que me fez virar duas vezes por causa que gostei mesmo como dizem e é real muda o nome e bota final fantasy seria muito lembrado mas é pela pouca fama que esse jogou não teve sequencias

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    1. Pois é... o jogo em si é fraco, se analizarmos as coisas separadamente ele é fraco, mas... eu me diverti muito jogando ele. Teve uma baixa divulação, tem graficos muito fracos e pouco trabalhados, ele oderia ter um remake quem sabe ;)

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  5. Ah, melhor jogo de todos os tempos na minha opinião, não é possível que outras pessoas achem tão ruim assim...

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  6. Carol... se assim posso chamar, eu também zerei duas vezes Quest64, e particularmente, achei ótimas as músicas, tranquilas, nada como o som pesado que a garotada de hoje gosta, mas pra quem curte Kenny G como eu, a trilha foi show. Realmente, poderiam ter aproveitado melhor o hardware do N64, mas Zelda é Zelda, os caras tem grana! Já Quest, acho que economizaram, mas ainda assim, os cenários tinham profundidade, você sentia como se estivesse lá, foi um ótimo jogo. eles poderiam ter feito tipo Final Fantasy, usar imagens renderizadas e tals, mas seria uma cópia, todos iriam reclamar. eu jogo Rpgs a séculos, mas foi em Quest64 que conheci os monstros mesmo, tipo os Kobolts, entre outros. E não era tão fácil não, tinha que ter estratégia pra detonar os monstros, ainda mais quando eram variados. Ah um remake seria ótimo mesmo!

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  7. Tenho N64 desde 1997..e posso dizer q esse jogo é bem ruinzinho mesmo...muito repetitivo seu esquema de batalhas,q uma vez dormi no meio do jogo..fui até o fim por pura curiosidade de ver o final.

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  8. Tenho N64 desde 1997..e posso dizer q esse jogo é bem ruinzinho mesmo...muito repetitivo seu esquema de batalhas,q uma vez dormi no meio do jogo..fui até o fim por pura curiosidade de ver o final.

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